terça-feira, 4 de junho de 2013

perispírito e a lei de causa e efeito


por Rogério Coelho
rcoelho47@yahoo.com.br

A Alma está durante a vida material, assim como depois da “morte”, sempre revestida de um invólucro fluídico, mais ou menos sutil e etéreo que Allan Kardec denominou perispírito. Na verdade, ele é um conglomerado energético, constituído de várias camadas de campos de força, que se liga ao Espírito pelo lado mais quintessenciado e pelo lado mais denso ao corpo somático.

Com toda razão informa o ínclito Mestre Lionês[1], que o perispírito é o mais importante produto do fluido cósmico, em torno de um foco de inteligência ou Alma.

Ao mesmo tempo em que o perispírito transmite à Alma as impressões dos sentidos, ele comunica ao corpo físico as vontades do Espírito. Compreendemos assim que sem o perispírito somos todos inviáveis: nada funcionaria, pois ele é também o modelador plástico das formas que mantêm o complexo somático em harmonia.

Ensina Léon Denis[2]: “(...) Como o carvalho que guarda em si os sinais de seus desenvolvimentos anuais, assim também o perispírito conserva, sob suas aparências presentes, os vestígios das Vidas anteriores, dos estados sucessivamente percorridos. Esses vestígios repousam em nós muitas vezes esquecidos, porém, desde que a Alma os evoca, desperta a sua recordação, eles reaparecem, com outras tantas testemunhas, balizando o caminho longa e penosamente percorrido.

Os Espíritos atrasados têm envoltórios impregnados de fluidos materiais. Sentem ainda depois da morte as impressões e as necessidades da Vida terrestre. A fome, o frio e a dor subsistem entre aqueles que são mais grosseiros. Seu organismo fluídico, obscurecido pelas paixões, só pode vibrar fracamente e, portanto, suas percepções são mais restritas. Nada sabem da Vida do Espaço. Em si e ao seu redor tudo são trevas. A Alma pura, livre das atrações bestiais, forma um perispírito semelhante a si própria. Quanto mais sutil for esse perispírito, tanto maior força expende, tanto mais se lhe dilatam suas percepções...

(...) No momento da morte, destaca-se da matéria tangível, abandona o corpo às decomposições do túmulo, porém, inseparável da alma, conserva a forma exterior da personalidade desta. O perispírito é, pois, um organismo fluídico; é a forma preexis­tente e sobrevivente do ser humano, sobre a qual se modela o envoltório carnal, como uma veste dupla e invisível, constituída de matéria quintessenciada, que atravessa todos os corpos por mais impenetráveis que estes nos pareçam.

Podemos desenvolver a clarividência


por Wagner Borges

Clarividência (do latim: "clarus": "claro"; "Videre": "Ver"): É a capacidade supranormal, parapsíquica, de perceber imagens independentemente do concurso dos sentidos da visão normal (vidência).

Essa capacidade é anímica e natural (lembrando que vários animais percebem auras e espíritos), não é mediúnica, pois reside na própria capacidade dos chacras frontal e coronário, que por sua vez, estão conectados as duas principais glândulas do sistema endócrino: pineal (epífise) e hipófise (pituitária). Seres extrafísicos podem ajudar uma pessoa a desenvolver a clarividência, incrementando energias no chacra frontal, contudo, independentemente deles, o potencial clarividente é da própria alma (faculdade anímica).

Para entendermos a clarividência, vamos ver como funciona a vidência (visão normal, percepção visual natural).

Para vermos alguma coisa, dependemos da reflexão da luz em cima de algo. Sem luz não conseguimos enxergar. É mais fácil explicar por exemplos:

- Se dispararmos um tiro de um revólver calibre 22 em cima de três alvos diferentes, veremos repercussões diferentes na trajetória do projétil:

Bala calibre 22 X Uma parede de granito: a bala ricocheteiará. Será refletida. Bala calibre 22 X Um pudim de leite condensado: a bala atravessará o pobre do pudim (aliás, isso seria um crime hediondo, inafiançável, destruir pudim dá carma...) Bala calibre 22 X Uma lista telefônica da cidade de São Paulo: a bala ficará presa dentro da lista, pois a mesma, sendo bem grossa, absorverá o impacto. Usando esses exemplos como analogia, podemos dizer que a incidência dos fótons (partículas luminosas) nos objetos se comporta de maneira semelhante.

Por exemplo:

A luz incidindo sobre um objeto denso, como a parede, o corpo humano ou uma tela branca, será refletida. Havendo reflexão da luz, o objeto em questão será percebido pela visão normal.

A luz incidindo sobre algo transparente, como uma placa de vidro, a água ou partículas de água em suspensão na atmosfera (daí o surgimento das cores do arco-íris) será refratada, atravessará aquilo. Esse é o motivo pelo qual muitas pessoas que moram em prédios com portas de vidro estão sempre batendo de frente nelas. Quando a luz atravessa um objeto fica difícil percebê-lo pela visão normal.

A luz incidindo sobre um vidro fumê será absorvida (por isso esse vidro é escuro).

Resumindo: a visão normal (vidência) depende da reflexão da luz em cima de algo. Vidente é quem vê! Se você está lendo essas linhas, então você é vidente (aquele que vê). Por uma questão de confusão semântica, muitas pessoas chamam o clarividente de vidente.

Por motivos óbvios, o cego não é vidente. Entretanto, pode ser clarividente.

Conheço um cego que percebe auras e espíritos facilmente. Ele só não consegue ver as pessoas e os objetos físicos. Inclusive, recentemente no meu programa da Rádio Mundial, uma ouvinte narrou no ar, que mesmo sendo cega de nascença, conseguia perceber os objetos em seu quarto nos momentos entre o sono e o despertar (estado alterado da consciência: hipnopompia) e também percebia seres espirituais. Isso também pode ocorrer nos momentos entre a vigília e o sono (estado alterado: hipnagogia).

Você que lê essas linhas é vidente e poderá ser um clarividente, caso ative as energias do seu chacra frontal. O cego não é vidente, mas poderá ser clarividente em alguns casos. Aliás, tudo isso é EVIDENTE!...

Se uma pessoa está vendo uma outra pessoa ou um objeto, isso é a sua vidência normal. Porém, se está vendo uma aura, algo à distância ou um ser espiritual, que não refletem a luz nessa dimensão densa, isso é clarividência.

Às vezes, uma pessoa percebe algo à distância e parece que sua percepção subdivide-se. Parece que metade dela está centrada no corpo e a outra parte está "in loco" observando alguma coisa, como se estivesse presente ali, mesmo estando distante daquele local. Essa não é uma clarividência comum. É uma percepção mais complexa denominada "clarividência viajora". Esse fenômeno muitas vezes acompanha estados alterados de consciência, como o transe mediúnico e a projeção da consciência, experiência fora do corpo (Parapsicologia), viagem astral (Ocultismo), projeção astral (Teosofia), emancipação da alma, desprendimento espiritual ou desdobramento espiritual (Espiritismo), projeção da consciência (Projeciologia) ou projeção do corpo psíquico (Rosacruz).

A clarividência refere-se ao momento presente. Se as imagens percebidas pelas vias parapsíquicas referem-se às imagens do passado da própria pessoa, isso é chamado de "retrocognicão" (do latim: "retro": "atrás"; "cognição": "conhecimento"), popularmente chamada de "regressão de memória". Isso pode ocorrer em relação ao passado dessa vida atual ou ao passado relativo a vidas anteriores.

Se as imagens referem-se ao futuro (suposto, presumível, relativo), o fenômeno é chamado de "pré-cognição" (chamado popularmente de premonição). Se as imagens percebidas referem-se ao passado alheio ou são relativas ao passado de algum objeto, ambiente ou situação, o fenômeno é chamado de "psicometria" (do grego: "psico": "alma"; "metria" - oriundo de "metron": "medida").

Resumindo:

percepção de imagens no momento presente: fenômeno clarividente. percepção de imagens passadas (da própria pessoa): fenômeno retrocognitivo. percepção de imagens futuras: fenômeno pré-cognitivo. percepção de imagens passadas pertencentes a alguém ou a ambiente e objetos: fenômeno psicométrico.

Há um fator que altera as energias de alguém e pode dar grande diferença na avaliação de sua aura: a presença de espíritos desencarnados ligados à pessoa. No caso de espíritos densos (energias intrusas perniciosas), a alteração energética é mais ostensiva. Já a ação de seres espirituais avançados é naturalmente mais sutil e mais difícil de ser percebida.

Qualquer clarividente razoável pode falar com propriedade da ação nefasta de espíritos desencarnados assediadores espirituais na aura de alguém. Isso não é científico, mas é real.

Exaltados e Humildes


Alguém já disse com muita propriedade que não convém mostrar ao homem a grandeza de seu futuro sem lhe dar a conhecer a humildade de seu passado, nem tão pouco fazê-lo sabedor deste, deixando-o na ignorância daquele.

De fato o conhecimento simultâneo de uma e outra coisa é o que melhor convém ao homem para o manter no ponto de equilíbrio.

Assim, pois, ao orgulhoso, àquele que a si mesmo vive adorando, numa autolatria sem fim, a esse é mister que se diga: Sabeis quem sois, ó insensato? Conheceis vosso passado? Já pensastes na trajetória que percorrestes? Sabeis já o que fostes em eras longínquas de um remoto pretérito? Ignorais? Olhai para baixo de vós, na escala dos seres inferiores. Vede, em toda a sua nudez, o cunho de animalidade que caracteriza a besta, o bruto, a fera. Observai os arrastamentos a que estais sujeitos, como escravos que sois dos instintos carnais. Atentai para os povos primitivos, para os bárbaros, para os selvagens, que de humanos só têm a forma. Mirai-vos nesse espelho, com a devida atenção, porque ele reflete a vossa própria gênese, dando-vos ao mesmo tempo uma sublime lição de humildade.

Ao quebrantado de coração, ao simples e humilde, cujo alento ameaça desfalecer no ardor de lutas que lhe parecem intérminas, é necessário que se lhe pergunte: Porque desanimais? Sabeis para onde ides? Conheceis o futuro radiante que além vos espera, após a passagem dessas refregas efêmeras que ora suportais? Olhai para a margem oposta; vede, acima de vós, os seres superiores, os denominados santos, os anjos e arcanjos que habitam as mansões celestes. Quem são eles? Entes que, como vós, se depuraram no cadinho da dor, na retorta das experiências amargas de duras provações. Vede ainda, na mesma série humana, os grandes, os fortes, os puros, os missionários do amor, que, ao passarem por este orbe, deixaram após si uma esteira luminosa que tem servido de roteiro às gerações que se sucedem. Mirai-vos nesse espelho, porque ele reflete com fidelidade o vosso próprio porvir, dando-vos ao mesmo tempo uma grandiosa lição de fé, de coragem e de valor.

Ao orgulhoso, Deus mostrará o passado, fazendo-lhe curvar a cerviz até o pó da terra donde foi tirado. Ao humilde, Deus mostrará o futuro, levantando-lhe a fronte até o limiar do Céu. E assim se cumpre a palavra do Evangelho da Vida: “Aquele que se exalta será humilhado, e aquele se humilha será exaltado.”